Nova versão do Delicious
O Delicious está de cara nova. Realmente achei as mudanças muito apropriadas e necessárias, em um mercado de social bookmarks que não pára de crescer. Mais útil que ficar explicando as novidades em detalhes, como fiz com a Last.fm, acho que o vídeo que eles criaram pode fazer esse papel melhor do que eu.
É um vídeo realmente bem produzido. Um screencast sem nenhuma explicação que os movimentos na imagem falam por si. Excelente, eu achei. Confira abaixo.
Nessa nova fase, além das melhorias estéticas, a principal mudança estrutura, que também abrange a questão de marca, é a mudança da URL oficial e de http://del.icio.us para o tradicional delicious.com além de refletir na mudança do logo, segundo eles a mudança se deve pela constante confusão que as pessoas e faziam ao digitar a URL, não sabia ao certo onde colocar os pontos (de.licio.us, deli.cio.us, e por aí vai) – o que eu não duvido nem um pouco (confesso que por um tempo pensei duas vezes antes de colocar a URL, mas depois que percebi o redirecionamento ao digitar delicious.com, não esquentei mais).
Entendido o motivo principal, acho que a mudança de URL também foi influenciada por já ter se tornado um clichê da web 2.0 brincadeiras com a terminação da URL, apesar de ter sido o próprio del.icio.us, o precursor dessa tendência.
Como apontado pelo ReadWriteWeb, faltou na nova versão do Delicious a sugestão de novas URLs. Algo fácil de ser aplicado e já utilizado em outros serviços de favoritos sociais como o Diigo.
Last.fm – a nova versão ficou melhor ou pior?
Para quem não conhece, a Last.fm é uma rede social de música. Com ela é possível fornecer os artistas que você ouve com o passar do tempo, o serviço agrega os dados de todos os usuários em tabelas e fornece sugestões personalizadas de novos artistas.
Também é possível formar grupos com outros usuários para discutir determinado artista ou tag da música, ver shows dos artistas que você ouve em sua região e até espaço para um blog interno existe para fazer resenhas dos shows ou comentários musicais. O interesante é a interligação entre os elementos do site, por exemplo: se você faz uma citação no seu blog dentro da Last.fm sobre o Pato Fu e coloca no post a tag para a página do artista na Last.fm, um link para o seu post aparece na seção de Blog na página do artista.
Faço parte da Last.fm há mais de 2 anos, e já vi um retoque no visual, mas nem de perto tão radical como ocorreu esse mês.
Em julho de 2008 o Last.fm teve um redesign. Seu visual mudou drasticamente, e muitos usuários ficaram descontentes com a mudança. No post oficial de anúncio da reformulação visual, os comentários foram fechados depois que ultrapassaram o marco de 2000 manifestações. As principais críticas foram em relação ao visual e estabilidade da página. Você pode conferir as críticas em português no fórum local.
Quanto à estabilidade, é explicável pois o redesenho trouxe muita atenção da mídia e consequentemente novos acessos ao site. Um sobrecarga de acessos pode ter acentuado o que ainda não estava 100% ajustado. No meu caso, não tive muitos problemas de navegação, só algumas músicas que não foram reproduzidas no novo player devido a problemas de conexão com o servidor.
Já quanto ao visual, sou obrigado a concordar com quem reclama da nova interface. Antes, a Last.fm, tinha um visual próprio, mesmo oferecendo 2 opções de cores oficiais (vermelho escuro e preto). Agora o cabeçalho tem um vermelho ainda mais berrante. O tamanho da letra diminuiu e as opções que apareciam em um menu deslizante, agora aparecem ao centro como um pop-up dentro da página, como no Facebook. Não é à toa que está sendo apelidado de Facebook.FM.
A seguir, coloco minhas impressões positivas e negativas que notei na nova versão.
Layout da Página
Aqui, percebe-se que na mudança de layout, os itens específicos à banda ou usuário ficaram na lateral, quando antes ficavam horizontais em abas. Talvez pelo meu hábito pela navegação em abas com o Firefox, mas prefiro a primeira disposição do sub-menu.
Pode-se notar também que a foto do artista aumentou muito, em compensação, o título não é tão evidente e as letras em geral estão menores. A leitura fica prejudicada.
Horizontalidade dos itens
Itens como os artistas semelhantes estão dispostos lado a lado, mas devido à diferença extensão dos nomes dos itens, ligar o nome à foto visualmente fica difícil.
A falta de alinhamento tenta ser consertada com um mouseover que dá destaque ao nome selecionado, mas mesmo assim, não é agradável aos olhos.
Fotos e Tabelas
A imagem maior na página do artista já era um indicativo de que a foto seria privilegiada nessa versão do site. Assim, a seção “Música”, do menu principal, que antes apresentava uma tabela geral com a classificação dos artistas mais ouvidos pela comunidade. Agora apresenta uma nova visualização com artistas aleatórios seguidos de um dado estatístico (se houver) de acordo com determinada tag escolhida.
Essa é uma boa surpresa da nova versão.
Quanto às tabelas, elas ganharam uma seção exclusiva no menu principal. E as tabelas pessoais, dos perfis de usuários, tem a melhor novidade dessa nova versão, agora elas são atualizadas em tempo real, na hora em que é feito scrobble da faixa. Antes a atualização era semanal.
Biblioteca
Outra das novidades da Last.fm. Foi introduzido o conceito de Biblioteca, tornando mais fácil gerenciar a sua música e adicionar artistas e faixas a ela, mesmo que você não tenha ainda feito scrobble pela Last.fm.
A navegação pela biblioteca também pode ser feita por fotos dos artistas. Uma navegação mais fácil que pode ajudar a conhecer os artistas das bibliotecas dos amigos. E até a navegar pela própria biblioteca.
Novo Player
O novo player é maior, texturizado mas nem por isso mais útil.
Eu não gostei que só indica se a faixa tem execução integral ou é preview no mouseover. Em todas vezes que tentei reproduzir a lista, a reprodução parou no final de cada música. Não houve continuidade, mas acho que devem consertar esse bug em breve.
Outra coisa, eu não consegui identificar a função do led vermelho. Eu sei que ele só acende quando está em reprodução, mas não vi utilidade nenhuma para ele. Já não basta o botão de play virar um de Stop?
Os quatro botões de ações possíveis da música em reprodução estão escondidos, espremidos e tirando espaço para o nome da música no visor. Não há lugar melhor para colocá-los?
Prefiro muito mais a disposição dos ícones no player antigo, que também apresenta a lista de faixas fora do arquivo flash.
Seções Ocultas
Algumas seções estão mais difíceis de encontrar. Um exemplo é a busca avançada de usuários. Antes aparecia na barra lateral, quando clicava na seção “Usuários” no menu principal.
Agora essa mesma seção sumiu do menu principal. A única forma é de chegar nessa sessão é fazendo uma busca de usuário no menu drop-down que não apresente nenhum resultado. Ou seja, é preciso errar na busca para que a seção de busca avançada apareça…
Atividades Recentes
Mais um recurso descaradamente apropriado do Facebook, mas que na Last.fm parece ter um pouco mais de utilidade. É possível ter detalhes da pessoa que vão mais do que os artistas que ela ouve, mas como ela classifica (coloca tags em) tal música ou artista. Além de, pela data da última atividade, se a pessoa é muito participativa na comunidade. E há configurações de privacidade para determinar se sua atividade recente será públicada ou não.
Em outras seções como a página do artista, da música, do grupo, ou da tag, também tem a seção de página recente.
Só acho que esse recurso ganharia mais força se essas atualizações fossem disponibilzadas como um feed RSS, para acompanhar a atividade dos artistas que se é mais fã.
Página de Música com Wiki
Já admirava a Last.fm por deixar as descrições dos artistas a cargo de seus fãs, abrindo espaço em um Wiki na página do artista. Agora essa mesma funcionalidade foi adicionada para cada página de música. Ou seja, é um recurso ideal para escrever algo sobre o que a música quer dizer, algumas curiosidades, e trechos da letra que mereçam destaque.
Conclusão
Fui uma mudança e tanto. Até o logo foi alterado. Vieram bons recursos com essa mudança de layout, algumas adições, melhorias, outras modificações que não precisavam serem feitas, mas é um novo estágio.
Lembre que muitas críticas foram mais ter abandonado um layout genuíno para ficar parecido com outras redes sociais como o Facebook. Prefiro identificar essa operação como uma tentativa por parte deles de trazer mais usuários, pois o Last.fm antigo parecia confuso para os recém-chegados.
Mas faltou algo principal nesse movimento. Dar uma instrução, explicar as novidades da nova versão e no que isso podia ser útil. Assim, como eles já fizeram antigamente em uma versão mais antiga ainda (veja abaixo e outra aqui). Muitas pessoas novas foram visitar devido ao buzz na internet eles podem ter perdido potenciais usuários por não criar um guia que os encorajasse a fazer a inscrição ou até mesmo um que justificasse ao usuários cativos a razão da mudança.
Como consolo, resta lambrar a alternativas que o usuário pode recorrer, como um script para o Greasemonkey que deixa a nova versão na opção preta que havia na versão anterior da Last.fm.
Como Garantir o Acesso às Informações da Internet Mesmo Sem Conexão
Já parou para pensar em como estamos deixando nossas informações em servidores de internet. Neles, apesar da informação poder estar em qualquer lugar, ela não está em nenhum lugar quando offline.
Como Garantir o Acesso às Informações da Internet Mesmo Sem Conexão
Seus e-mails
- Faça backup deles no seu computador, podendo lê-los offline. Isso também o assegura da (remota, embora real) possibilidade de acordar e não ter mais sua conta do Gmail funcionando, ou seus e-mails apagados.
- Se no seu e-mail você recebe muita porcaria em relação aos e-mails realmente úteis, copie e cole em arquivos *.rtf, ou imprima em PDF os e-mails com informações importantes.
Seus Contatos
- O mesmo programa de e-mails que você usou para backup, deve ter a função de catálogo de endereços. Exporte os contatos do seu webmail e importe no seu programa de e-mail ou abra o arquivo *.csv no Excel
- Preencha os outros campos, principalmente os telefones, pois é algo que você pode precisar quando sua conexão falhar.
- Não sabe de onde extrair os telefones? Procure na agenda do celular ou nos rodapés dos e-mails que essas pessoas enviaram.
- Imprima uma cópia dessa planilha e guarde no carro ou na bolsa. Pense na possibilidade da bateria do seu celular acabar aliado ao lastimável fato que perdemos o hábito de decorar os telefones que usamos, ao usar a agenda do celular.
Seus Compromissos
- Se o mesmo programa não tem a função de calendário, opte por um programa exclusivo, ou por uma extensão para o programa de e-mail.
- Exporte os calendário, ou pegue a URL se o seu serviço online possui suporte. A opção que uso e recomendo é o Google Agenda (ou Calendar, na versão em inglês).
- Procure por uma forma de sincronizar com o calendário do celular. Pesquise sobre o goosync.
- Caso utilize o Google Calendar, instale o Google Gears e tenha o calendário Offline. Também há outros serviços de calendário que oferecem acesso offline, como o iscrybe.
- Como última opção, imprima o calendário do mês ou da semana, dependendo da sua necessidade. Nínguém quer, além de perder a conexão, perder os compromissos.
Seus Documentos
Maldita colaboração, você deve xingar a si mesmo quando resolve compartilhar documentos seja no Google Docs ou no Zoho, pois quando a internet falha, eles estarão inacessíveis. A menos que:
- Exporte os documentos após sua conclusão ou a cada etapa importante.
- Instale a extensão Google Gears, que funciona também com o Zoho.
Outras Informações
É possível, com a infinidade de sites web 2.0 que armazenam nossa informação como serviço, que tenhamos mais informações online que não se encaixem nas categorias anteriores, como a lista de filmes assistir (e pegar na locadora) ou informações de um site específico, como a relação de cyber-cafés do seu bairro (fica um pouco difícil entrar nesse site quando a internet cair).
Use então um software de anotações offline, como o OneNote no Windows, o BasKet para o Linux ou o Evernote para Windows e Mac.
10 Maneiras de Garantir Uma Conexão e Nunca Ficar Sem Internet
Desde as 23 horas do dia 2 de julho de 2008 até as 17 do dia 4, fiquei sem internet. O provedor da Telefônica, o Speedy sofreu uma pane de proporções nunca vistas em parte alguma do mundo. E o pior, eles ainda desconhecem o motivo exato – ou seja, não sabem o que fazer para evitar situações parecidas.
Para se ter idéia das proporções da crise, até meu celular da operadora Vivo (que também é da Telefônica) não conseguiu acesso pela rede de dados por um bom tempo.
Nas minhas atuais funções, dependo totalmente da internet, já que todas minhas conexões de trabalho estão na Itália e nem o telefone de todas elas possuo. Uso o Skype, e mesmo que meus contatos divulgassem o número residencial no perfil, e estivesse disposto a encarar a caríssima ligação internacional, não conseguiria acessar com o Skype offline. Não só isso, muitos documentos que usamos estavam compartilhados no Google Docs, portanto, inacessíveis. Me vi completamente amarrado. E não fui o único.
Sendo assim, elaboro abaixo um guia com medidas preventivas para que quem for seguir as recomendações, tenhas suas frustrações minimizadas. Claro, como tudo na vida, não é 100% seguro, mas com o investimento necessário, você só ficará sem internet em casos de um colapso inimaginável na internet.
Pequeno Guia de Prevenção aos Apagões de Internet
- Certifique-se de que não ficar sem internet por causas indiretas, como a falta de energia, ou o não pagamento das contas dos provedores de energia elétrica. Assim, pague suas contas em dia, coloque no débito automático, ou então adicione um lembrete no seu programa de Calendário favorito, ou gerenciador de tarefas. Uma boa opção é configurar o serviço para mandar um lembrete no seu e-mail principal.
- Ainda em relação à energia elétrica, se assegure que quando começar a falta de luz, vocé tenha tempo hábil para mandar um e-mail notificando quem depende ou espera uma posição sua do outro lado da conexão. Assim, sugiro a aquisição de um No break. Com poucas centenas de reais, você garante um pouco de paz, a certeza de ter salvo o eu trabalho e de nào ter danificado nenhum componente do eu computador (cujo reparo sairia bem mais caro que o No break). Você pode se considerar isento desse item se possui um laptop, mas lembre-se de que seu modem e roteador wi-fi de banda larga usam a energia, e seria bom tê-los ligados a um no-break, a menos que você possa usar como modem o seu celular ou aqueles modems de internet 3G.
- Por falar em modem 3G, esse é nosso terceiro item a considerar. Se você usa laptop, já deve ter, se não tiver lhe será uma mão na roda no dia-a-a. Principalmente se vocé viaja muito para o interior ou pretende trabalhar remotamente em cafés (boa parte do wi-fi hotspots são pagos – indiretamente – pela Vex). Se vocé só tem desktop (computador de mesa, com gabinete e tudo mais), mas tem mais de um em casa a idéia do modem 3G é uma boa também, já que um plano com transferência ilimitada sai por 99 reais. Assim é possível usar a internet com uma boa conexão sem se estressar com os downloads que outro morador deve estar fazendo. De qualquer forma, um modem 3G é uma conexão extra que serve de backup de qualquer um.
- Ao escolher um plano de internet 3G para modem, a não ser que você consiga um bom desconto na mensalidade (o que acho muito difíicil), evite da mesma operadora do seu celular. Assim você tem duas redes de dados para escolher como backup. A do modem 3G de uma operadora que vocé assinou conexão ilimitada, e a rede de dados do seu celular. Lembre-se que na atual pane da telefônica, a rede de dados da Vivo também foi prejudicada. Se tivesse o modem da TIM estaria mais tranqüilo.
- Seu celular, como já citado, provavelmente pode servir como modem para o seu notebook ou seu computador de mesa verifique o manual e veja se acompanha um cabo USB. Alguns modelos oferecem a opção de conexão bluetooth, mas isso acaba com a bateria do celular bem rápido, use o bluetooth de preferência com o celular ligado no carregador. E habilite o plano de dados da sua operadora se for usar essa opção com frequência ou em longos períodos, caso contrário a conta no final do mês virá amarga. Você deve saber que um ponto negativo dessa conexão, é que ela inabilita o celular de receber chamadas quando em uso, o que é mais um motivo para considerar o modem 3G.
- Vá à caça de Cyber-cafés ou Lan Houses. Sim, eles ainda existem. Inclusive, a tal inclusão digital ocorreu com as Lan Houses. Muitas tem equipamentos de primeira estão prontas para receber quem veio trabalhar. Procure conhecer algumas no seu bairro.
- Se você tem wi-fi, com certeza já deve ter experimentado procurar por redes abertas. E porque não usar uma se descoberta quando a minha cair? Essa é uma questão ainda não consensual. Só pediria o bom senso de usar a conexão para o essencial, evitar downloads pesados e tomar cuidados de segurança com redes abertas.
- A minha internet caiu mas a do vizinho não. O que eu faço? Se nas redes próximas identificadas na procura sugerida no item anterior, você identificou um vizinho ou algum conhecido, mas a rede está fechada, peça a senha gentilmente. Claro que isso vai depender do nível de instrução da pessoa. Às vezes a pessoa nem tem a senha ou não faz a mínima idéia do que é wi-fi. Está aí uma oportunidade para fazer amigos nerds.
- Saia para um Café ou Restaurante que tenha Wi-Fi. Apesar da grande maioria ainda usar Vex, há os que deixam conexões abertas ou deixam as senhas com os garçons. Só fique atento para os riscos de usar uma conexão aberta compartilhada. Não me vai usar o Internet Banking num hotspot aberto, onde além do tráfego dos dados, há a visibilidade se sua tela por outros.
- Garanta a conexão na casa de um amigo. Saiba de alguém que tenha um provedor de internet diferente do seu e que você ou ele não se incomodariam em passar parte do dia na casa um do outro. Ao cair a internet, ligue para ele, veja se a dele funciona. Se sim, vá e leve seu notebook, até o desktop, se possível. Lembre-se de levar um cabo ethernet extra se não houver wi-fi. E não se esqueça de retribuir o favor quando a situação for inversa.
Tentando essas alternativas, você só vai ficar sem internet quando der problema em um cabo submarino, ou algo fora dos padrões. Seria um caso de crise, paralisação bancária e entre as suas preocupações, a internet seria uma pequena coisa.
“Mas eu sou muquirana e não vou pagar 100 paus para uma conexão de backup ou me rebaixar pedindo a senha para usar o wi-fi daquela vizinha lazarenta.”, você pode estar dizendo.
OK, às vezes vocé não tenha tanta urgência mesmo em usar a internet, pode esperar um pouco para ver seus scraps no Orkut ou então está esperando um crescimento na renda para poder bancar a mensalidade de um modem 3G. É por isso que estou fazendo mais uma lista, esta de como garantir o acesso às informações na internet mesmo offline.
Internet e o idioma inglês
Ela está aí, ligando o mundo, mas não há como negar, na internet predomina o idioma inglês e a cultura americana. É só estudar a história da Internet e ver que a rede, antes ARPANET, foi um advento norte-americano estratégico na Guerra Fria. Da função bélica, passou para o meio acadêmico, com uma rede que interligava os institutos de pesquisa das universidades. Com a evolução natural da rede, a World Wide Web, temos que as inovações quase sempre se dão em solo norte-americano (embora lançadas virtualmente para o mundo), e isso não deve mudar tão cedo.
Entre os principais fatores que garantem a dianteira norte-americana sobre a rede estão:
- O órgão regulador dos identificadores únicos na internet (domínios, endereços IP), o ICANN está sediado nos EUA e vinculado com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos.
- A entidade que desenvolve padrões para a criação e a interpretação dos conteúdos que estão na Web, o W3C, também é sediado em solo americano
- O Vale do Silício e as altas empresas de tecnologia estão nos EUA
Observando pelo lado cultural
Se olharmos o quanto as novas gerações (em especial as classes média e alta) fomos introduzidos à cultura americana com os filmes, seriados, e escolinhas de inglês, veremos uma certa relação entre os usuários de internet no Brasil, classe social, largura de banda e domínio de idiomas.
Ou seja, quem tem uma relação mais próxima/trabalha com a Internet no Brasil, tem uma certa intimidade com a cultura americana. No domínio do inglês, isso é nítido. Por exemplo: para desenvolver um Website, ou programar, é necessária uma noção básica de inglês, sendo que quanto mais inglês você sabe, melhor desenvolvedor e programador poderá se tornar (não só os comandos de programação, mas a maioria da documentação está em inglês).
Em termos de cultura, também é explicado. Os grandes hits da Internet (Orkut, YouTube, Flickr), em suas épocas de “novidade” só havia versão em inglês. Ou seja, foi dessa turma que surgiram os early-adopters que tornaram e divulgaram a aplicação cool e trouxeram massa crítica pra determinar o sucesso do domínio da vez. (No caso do YouTube, no início os vídeos não só estavam no idioma inglês, mas tratavam de assuntos da cultura americana.

Tenho sérias suspeitas de que quanto maior a familiaridade com internet do indivíduo, mais imerso na cultura americana ele está. No extremo, os Geeks de um mundo globalizado sabem a língua inglesa para programar e a linguagem de programação é a mesmo em qualquer canto do mundo. Nos fóruns de discussão, imagens como essa acima compõem o repertório de piadas nerds (americanas) e geram a cultura de internet que não se limita à geografia, só ao idioma; e por enquanto, o mais falado é o inglês.
Olá, mundo
Se você está lendo essas palavras é porque provavelmente você possui acesso à internet, e se interessa pelos temas a ela relacionados. Nada mais consigo intuir.
Web 2.0 – 3 letras, 2 números e um sinal de pontuação. Para alguns significa tudo, para outros é um código, e para outros, já é passado (estão pensando na Web 3.0). Com a inclusão digital, o público de internet tende a ficar cada vez mais heterogêneo. Enquanto alguns penam para entender a lógica do Orkut como primeira rede Social, outros já estão na segunda, terceira (Facebook, Linkedin). É difícil medir conhecimento e bom uso da internet.
Estamos em uma tremenda fase de transição de padrões, personalização das buscas, consumo de mídia, discussão do conceito de privacidade, segurança e portabilidade dos dados, entre outros assuntos. As mudanças que ocorrerem dentro do navegador, terão um impacto muito maior na sociedade.
Aqui minha intenção é dissertar sobre a minha visão de todas essas coisas que estão acontecendo, estabelecendo o máximo de interconexões possíveis.
Boa leitura!


















