Antes do ebook, pague a impressão de clássicos
Eu fico admirado com o sucesso dessas coleções de banca de jornal em fascículos. É um parcelamento semanal que a pessoa nem se dá conta. Seja para aprender um idioma, um hobby, ou qualquer outra coisa que invente, é muito fácil se iludir com a promessa de aprender algo novo por poucos reais ( 1º fascículo é sempre mais barato, ou vem com um “brinde” melhor). Aí cria-se uma obrigação de continuar comprando para não ficar com um entulho incompleto dentro de casa, e a pessoa mal percebe o custo total do que está pagando a não ser que ela mantenha um sistema de controle das finanças pessoais.
Recentemente surgiu uma coleção da Abril Coleções de clássicos da literatura. Me chamou a atenção por conter muitos livros que ainda não li, mas me interesso em ler antes de desencarnar, afinal são peças fundamentais da nossa cultura. Estive muito perto de comprar um exemplar na Banca, mesmo fora de ordem (pelo menos essa coleção não implica uma ordem necessária), mas como ainda tenho muitos livros para ler em certo prazo, segurei o espírito consumista e fui pra casa sem comprar nada.
Mas senti que algo estava estranho, então resolvi pesquisar e ver algo que poucos que compraram a coleção tiveram ideia.
As maior parte das obras está em domínio público. Ou seja, a grosso modo, você está pagando 15 reais pela impressão e encardenação de qualidade de cada unidade. Isso significa que se você está comprando na banca, vai pagar 500 reais por obras que poderia estar lendo de graça.
Se vale a pena? Talvez. Se você é apaixonado por livros, tem 500 reais sobrando e espaço em casa, é uma boa opção. Como eu não vou ter tempo de ler tudo isso agora, não tenho pressa.
Isso me parece uma última tentativa da Abril na tentativa de lucrar com o Domínio Público antes de livro eletrônico popularizar no Brasil e tudo isso estar disponível gratuitamente em apenas uns Megabytes.





Olá Edison, parabéns pelo blog. Só passei pra deixar uma observação: você está certo quanto às obras da coleção serem de domínio público, mas esqueceu de lembrar que em sua maioria são obras estrangeiras, e portanto, precisam ser traduzidas para serem lançadas no mercado nacional. Algumas traduções dessa coleção estão em domínio público, mas a maioria ainda não está, então basicamente paga-se pelos direitos autorais das traduções, visto que o papel nem é tão bom assim, só a capa mesmo é que é realmente mais bonita. E há poucas dessas traduções de qualidade em domínio público.
Outra coisa importante é o custo-benefício: alguns livros com as traduções (renomadas em sua maioria) dessa coleção, se vc for ver o preço em livrarias, chegam a custar de 50 à 80 reais.
Outra coisa ainda: é mto melhor ler um livro de verdade do que um e-book, os entusiastas da era eletrônica que me desculpem, mas quem tem saco mesmo pra ficar horas em frente a um monitor ou e-reader?
Ah sim, claro q ninguém é ingênuo pra não perceber q o que a Abril quer mesmo é lucrar com isso, mas que os leitores saem ganhando, nesse caso em particular, até que saem sim (pelo menos os que só estão pegando alguns livros que desejam, como eu).
Oi Rafael, obirgado pela visita.
Quanto à quantidade de traduções disponíveis e o preço elevado, lamento mas está desinformado.
Justamente por serem obras clássicas, já foram traduzidas amplamente e você já encontra até versões em pocket book das obras a preços similares ou menores que a coleção da abril proporciona. Por exemplo, veja a comparação de preços do livro Madame Bovary.
Acho q vc não entendeu o q eu quis dizer. Nesse exemplo do Madame Bovary a tradução q vem na coleção é a da Fulvia Moretto, q foi publicada antes por uma outra editora, e o livro com essa tradução dela custa cerca de 50 reais. Esses pockets mais baratos q vc está falando são traduções feitas por outras pessoas. Algumas editoras tem pockets com ótimas traduções e preços, é verdade, mas o q eu quis dizer é q as traduções específicas q vêm nessa coleção da Abril já foram lançadas anteriormente por outras editoras e ainda são vendidas por preços altos. O diferencial dessas traduções da coleção é q elas são muito conceituadas, algumas são consideradas as melhores em língua portuguesa dessas obras, como essa mesma do Madame Bovary só pra ficar nesse exemplo.
Quanto à quantidade de traduções, eu me referi apenas às q estão em domínio público, não todas as traduções existentes – e há poucas traduções em domínio público q são d qualidade sim – essas dos pockets são todas recentes, logo, obviamente não estão em domínio público (a tradução, não as obras…).
Até mais.