Encurtadores de URL ameaçam a saúde da Web?

Página não encontrada

Para uma navegação saudável na web e dentro de uma lógica desejada, é indispensável o uso de links. O Hipertexto é a base da cibercultura e é o grau imediato de interação com uma página web.

Com a necessidade, surgem serviços de encurtamento de URL, cujo uso mais popular se deu no Twitter, onde o número de caracteres é preciso e precioso. A mídia impressa também viu utilidade nas URLs curtas para facilitar a diagramação e vida do leitor que quer acessar o endereço impresso.

Acontece que esses serviços de encurtamento de URLs adicionam um (servidor) intermediário que faz o redirecionamento da URL digitada para a final. Esse servidor costuma ser um diferente de onde a página está hospedada. Ou seja, se o servidor do bit.ly ou do Tinyurl.com pararem de funcionar, ou simplesmente as empresas que os sustentam decidirem fechar (como  o serviço Tr.im ameaçou), todos os links desse serviço deixam de funcionar. Isso é muito prejudicial para Web. Informações indicadas, agora negadas ao usuário.

Outro problema com as URLs curtas é que o endereço de destino é ocultado com um código qualquer, um mascaramento que pode facilitar spammers, phishing e a disseminação de malwares. O endereço www.sitedanoso.ru/archive/malware.exe pode virar um inofensivo http://bit.ly/5k83

Com a popularidade desse tipo de serviço, novos prestadores surgem, alguns muito bizarros. O que com a variedade e concorrência, a chance de um deles fechar é alta. Já vi conselhos com tutoriais para que cada um criasse o seu próprio serviço de encurtamento de URLs com o seu próprio domínio. Se cada pessoa fizer isso, o problema só piora: tanto do lado da disseminação de pragas virtuais como a garantia de funcionamento do servidor e domínio contratados.

Eu não odeio as URLs curtas, apenas acho que temos que concentrar em serviços confiáveis e que planejem medidas de emergência caso o serviço saia do ar. Usando os serviços de encurtamento de URLs conhecidos, como bit.ly, você pode se prevenir de phishing com extensões para Firefox que revelam a URL original.

O TweetDeck também mostra a URL de destino

O TweetDeck também mostra a URL de destino

O TweetDeck também mostra a URL de destino

Também sou a favor dos serviços Web conhecidos como Flickr e Wordpress que estão produzindo suas próprias URLs curtas. Isso já facilita quem clica saber do que se trata a URL (ex: uma URL http://flic.kr/xpto vai te levar para uma foto), evita phishing, pois só páginas do próprio serviço que ganham essa URL e se o servidor sair do ar, provavelmente o serviço original também saiu.


Edison   |  Cibercultura   |  08 18th, 2009    | 

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